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Conheça as ETFs de criptomoedas

Existem algumas formas de investir em criptomoedas, e uma delas é por meio dos fundos de índices – Exchage Traded Funds, mas conhecido como ETFs. Essa é uma forma de fundo de investimento que pode ser negociado na bolsa de valores, como uma ação, por exemplo. Os ETFs reúnem recursos de diversos investidores e replicam um índice de referência.

As ETF´s de criptomoedas chegaram a bolsa de valores brasileira ainda neste ano de 2021 e, por ser um produto financeiro novo no mercado é natural que surjam dúvidas a respeito. 

Conheça as ETFs de criptomoedas e fique por dentro das diversas formas de investir na criptoeconomia. Preparamos um guia para esclarecer todas as dúvidas com relação a esses ativos, com informações sobre o que são, como investir, quais vantagens e os possíveis riscos.

O que é ETF de criptomoeda?

ETF é a sigla que se dá para Exchange Traded Funds, que em português significa fundos negociados na bolsa. A ETF de criptomoedas é um fundo de investimento que pode ser negociado direto da bolsa de valores como sendo uma ação.

A diferença entre os ETFs de criptomoedas e os ETFs de outros produtos e setores é que os de criptomoedas acompanham indicadores do Bitcoin (BTC) ou de outras criptomoedas (Altcoins). Alguns desses índices são o Nasdaq Crypto Index (NCI), desenvolvido pela gestora brasileira Hashdex em parceria com a bolsa norte-americana Nasdaq, e o S&P Bitcoin Index, da S&P Dow Jones, companhia líder na produção de métricas do mercado financeiro.

Quais são os ETFs de criptomoedas listados na B3

Existem cinco ETFs de criptomoedas atualmente na bolsa de valores brasileira

  • HASH11

Primeiro ETF a ser listado na bolsa de valores em abril de 2021. O ativo replica o NCI – índice composto atualmente por uma cesta de oito criptomoedas, cada uma com um peso diferente e a cada três meses esses ativos podem ser atualizados. Atualmente a HASH11 é composta pelas seguintes criptomoedas: Bitcoin (BTC) – 64,74%; Ethereum (ETH) – 31,18%; Litecoin (LTC) – 0,93%; Chainlink (LINK) – 0,80%; Filecoin (FIL) – 0,68%; Uniswap (UNI) – 0,64%; Bitcoin Cash (BCH) – 0,62% e Stellar (XLM) – 0,42%. 

QBTC11

Segundo ETF a ser listado na bolsa de valores em junho de 2021. Produto financeiro de índice nacional voltado 100% ao Bitcoin (BTC). Replica o índice “CME CF Bitcoin Reference Rate”, referência dos contratos futuros de BTC negociados na CME – Chicago Mercantile Exchange Group, principal bolsa de derivativos do mundo.

QETH11

Listado na bolsa de valores em agosto de 2021. É o primeiro produto brasileiro com 100% de exposição ao Ethereum (ETH). Ele busca seguir o mesmo índice de Ether usado pela CME, o CME CF Ether Reference Rate, que acompanha o preço do criptoativo em dólares.

BITH11

Listado na bolsa de valores em agosto de 2021. É o primeiro ETF da gestora – Hashdex, com 100% de exposição ao BTC. Esse produto financeiro procura replicar o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price, que acompanha o preço do BTC em dólares.

ETHE11

Também foi lançado pela Hashdex no mês de Agosto de 2021 com 100% de exposição ao Ethereum. Ele busca traduzir o Hashdex Nasdaq Ethereum ETF, um fundo das Ilhas Cayman que oferece exposição ao Ether.  

Diferenças entre os cinco 5 ETFs de criptomoedas do Brasil. 

A primeira diferença é em relação aos índices. A HASH11 segue um indicador composto por um mix de oito criptomoedas. O investidor que comprar esta ação adquire uma exposição de diversas moedas em um único ativo. 

Os outros quatro ETFs têm mais da metade do valor do mercado global das criptomoedas por seguirem os índices apenas do Bitcoin e Etherium, porém são mais vulneráveis ao sobe e desce dessas principais criptomoedas do mercado. 

Existe uma diferença também sobre as taxas anuais de administração destes fundos, que seguem a seguinte porcentagem: HASH11 (1,3%); QBTC11 (0,75%); QETH11 (0,75%); BITH11 (0,7%); e ETHE11 (0,7%).

Diferenças entre ETF de criptomoedas e ETF de outros setores

A diferença está no tipo de índice que o produto acompanha. No caso dos ETFs de criptomoedas, os indicadores seguidos são aqueles do setor, como o NCI. Porém, no mercado global existem outros tipos de ETFs, como ETFs de ações, commodities, renda fixa entre outros. No Brasil, os mais comuns são os de renda variável, como os ETFS do Ibovespa, de Governança Corporativa, de Sustentabilidade Empresarial e o S&P 500.   

Como investir em ETFs de criptomoedas?

Para investir em ETFs de criptomoedas é preciso abrir primeiramente uma conta em uma das diversas corretoras existentes no Brasil.

O cadastro é feito on line e as empresas solicitam documentos pessoais, além de dados bancários e comprovante de residência para a realização deste cadastro. Quando aprovado o seu cadastro, basta transferir o dinheiro para a plataforma e encontrar a ETF na plataforma de negociações para realizar a compra.

Os ETFs de criptomoedas estão sujeitos ao imposto de renda. Com uma alíquota fixa de 15% sobre o ganho de capital – diferença entre o valor da compra e da venda da cota. Cabe ao próprio investidor calcular o valor do tributo e fazer o pagamento.

Ainda não é possível mensurar a rentabilidade dos ETFs de criptomoedas. Por serem novos no mercado ainda não é possível verificar a sua performance a longo prazo para ter uma visão realista sobre esses produtos financeiros. A bolsa de valores oferece apenas uma variação de preço que fornece uma pequena visão sobre o comportamento a curto prazo. 

Vantagens de investir em ETFs de criptomoeda

Por ser negociado na bolsa de valor, o ETF de criptomoedas tem algumas vantagens:

É mais fácil investir em criptomoedas por meio de um ETF do que direto em uma exchange, basta fazer o cadastro em uma corretora que oferece o produto e negociá-lo como se fosse uma ação.  

Os custos são menores porque esses produtos financeiros têm gestão passiva, diferente dos fundos de investimentos que costumam ter a figura do gestor, cuja função é analisar o mercado e maximizar a performance do fundo.

O investimento inicial é baixo e não é preciso ser um investidor qualificado ou profissional para comprar um produto financeiro com 100% de exposição a criptomoedas.

As criptomoedas ainda não são regulamentadas como investimentos no Brasil, mas os ETFs de criptomoedas contam com o aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para funcionar.

Riscos de investir em ETFs de criptomoeda

Como qualquer ativo financeiro, o ETF de criptomoedas também tem riscos e desvantagens quando comparados a outros produtos:

O ETF também está sujeito às oscilações das criptomoedas.

Existe o risco de o ETF não conseguir replicar exatamente o índice de referência. Isso pode ocorrer por causa das taxas operacionais e despesas que os investidores precisam pagar às gestoras.

Se uma criptomoeda presente no índice demonstrar sinais de queda por causa de uma instabilidade previsível de curto prazo, o gestor não vai retirá-la, e os investidores assumirão as perdas. 

Os ETFs só podem ser negociados no pregão da bolsa, das 10 às 17h, e de segunda a sexta, não acompanhando o mercado das criptomoedas que funcionam 24 horas por dia.

ETFs de criptomoedas ou exchanges?

Além do ETF, outra possibilidade de ingresso à criptoeconomia é através das “exchanges”.  

As ETFS por terem taxas de administração e corretagem , tendem a ser mais caras do que o investimento direto em exchanges.

A vantagem das corretoras como no Alter, além dos preços mais em conta, é a facilidade em multiplicar os seus bitcoins através de programas de indicação e criptoback que são oferecidos aos usuários da plataforma. 

E o imposto de renda, as exchanges tem um ponto positivo. Vendendo menos que R$ 35 mil em um mês e tendo ganhos, o investidor está isento de tributação.

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Todo o conteúdo exposto por meio deste post tem caráter exclusivamente informativo e  não  consiste  em  qualquer  tipo  de  recomendação  de  ativo  financeiro, investimento,  financeira,  legal ou de qualquer  outra natureza,  bem como não deve ser interpretado como material publicitário, solicitação ou indicação  de  compra  ou  venda,  sugestão  de  alocação  de  recursos  ou qualquer  ato  similar.